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Sexta - Feira, 4 de Abril |
..::: Verso & Prosa :::.. |
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NOTA PRÃVIA |
Inspirações
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14.4.05A Hora Derradeira
Quando desta me for,
Vistam-me de poeta e "coroai-me de rosas". Unjam o meu corpo com alfazema para Atenuar o astral pesado. Leiam-me um belo texto para matar de inveja os defuntos ao lado. Lágrimas, só as sinceras. Dos amigos íntimos, dos grandes amigos!, Dos parentes que considero e De uma ou outra simpatia. Os desafetos, se os tiver, despretensiosamente, Penso que lamentarão. Quando desta me for, se logo for, Não deixarei bens, dívidas ou filhos. São heranças pessoais, intransponíveis. Aliás, os bens, se existirem serão disputados, à unha, Pelos ratos consangüíneos. Dívidas, até hoje, só ouvi falar. Passaram ao largo de mim. E os filhos foram um "sonho" do começo de vida nunca realizado por questões pessoais e de sobrevivência. Quando desta me for quero que bebam a minha partida. Uma rodada de um bom "Chileno" anestesiará os ânimos Sem embriaguez. Deixando tudo calmo e requintado como numa reunião de amigos. Setenta e duas horas depois, fechem o ataúde e me levem a ser Lambido e saboreado pelas línguas incandescentes. O que de mim ficar, pouco importa. O epitáfio expressará... A missão estará cumprida. O que se for estará guardado pela canção da perenidade... Saudade dói
Inda ouço o seu gargalhar
A trinar em meus ouvidos Como o apito do marinheiro Que um dia fui. Três luas se vão, E continua viva em meu coração Como a canção que em Seu colo me embalava. Sei que está ao meu lado E seus sinais são visíveis, Mal comparando, Com os da "Libélula" em película. Minhas lágrimas, hoje, São só um pouco da saudade que sinto. Mas, não se aflija, minha vozinha, Vai passar... Embora, inda ouça o seu gargalhar A trinar em meus ouvidos... Batismo
Banha-me do teu amor
Sem pudor Enquanto podes Banha-me do teu amor E sobrevivamos do odor curado no ar Banha-me... Simplesmente banha-me e Entra, senta, deita e come... Como se, o meu coração, a tua casa fosse E que seja Mas, banha-me com teu amor Sempre que quiseres, que puderes E leva contigo a minh'alma Cativa. Ser Brotinho
Tenho conjeturado dias a fio sobre a questão
do que é "ser brotinho", gíria carinhosa dos Anos Durados. Aí, descobri que ser brotinho é tão "complexamente fácil" que resolvi dar voz à pena, depois ao teclado, e abarcar numa dissertação singela presenteando um jovem amigo, dizendo que ser brotinho independe de muitas coisas como idade ou posição social. É mera ousadia, sem rebeldia, sem causa e muitos ganhos. Pois ser brotinho ou se é, ou não. É acordar todo dia com olhos de quem os têm novos. É comer ovos, tomar Nescau e cereais pela manhã. Ser brotinho é achar que o mundo é cor de rosa sem esquecer outros matizes. É dar bom dia pro Sol e ser amigo da Lua. É ir à praia, jogar frescobol, tomar água de coco e se bronzear... Como diz o Bial: “sem esquecer de usar o filtro solar”. Ser brotinho é sonhar e realizar que a sua Nação é a melhor do mundo. É se aculturar certo de que este é o caminho; e que não há outro. É dar beijo na boca com variações e não ter compromisso ou preconceito. É, às vezes, perder o juízo e, mais tarde, bem mais tarde, recuperar. Porque o bom de ser brotinho é poder "ficar" Sem se preocupar com o que outros vão dizer. Ser brotinho é aproveitar a mágica da vida... É respeitar os mais velhos, as crianças e aprender com eles também... Sem esquecer que canalhas também já foram crianças, e envelhecem... Ser brotinho é saber que tem coração, pulmão, pressão, intestino e, se for menino, próstata. E que sendo amigo deles, eles também serão seus amigos. Ser brotinho e tudo isso e mais um pouco. É felicidade, cidadania, dignidade, alegria e, sobretudo responsabilidade... Sem esquecer de usar, como diria o Pedro Bial: fio dental, enxagüante bucal, camisinha e filtro solar. Anúncio
Precisa-se de um amor urgente
Não para ter saudade Mas para ser freqüente Nem precisa ser de cama, mesa e banho Nem precisa ser grande ou pequeno Muito ou pouco Pois amor não tem quantidade nem tamanho Basta que seja amor Precisa-se de um amor único e completo Enquanto exista E que resista ao inesperado Precisa-se de um amor urgente Para fazer carinho, denguinho E muitos outros "inhos" Regados por um bom vinho Só para perfumar e rimar Precisa-se de um amor Precisa-se de um amor urgente Só para ter a certeza de Não ser só. Meu Jeito
MEU JEITO
Do jeito que vejo O dia pontuar a manhã Do jeito que vejo O beija-flor na janela E da janela As crianças na escola A brincar Do jeito que vejo E ouço a canção A me remeter para Tempos imemoriais Do jeito que falo, que ando, que piso Do jeito que viso O ser fundante em mim Esse é o meu jeito. |
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