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Sexta - Feira, 4 de Abril

..::: Verso & Prosa :::..

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 NOTA PRÉVIA

Uma das coisas que mais me emocionam,
é saber que quase todas as coisas me emocionam.
Entre elas estão algumas especiais:
O amor, a natureza, as amizades...
Escrevo tentando buscar minha paz nestas verdades
e dividi-las com quem possa.
Com a alma livre, sinto sede de expressão.
Se assim ou de outra forma não o fizer,
perco-me e até morro em mim.
por isso, sempre peço que aceitem
a minha sensibilidade
como sendo o que tenho de melhor.

Wellington Ribeiro

Inspirações


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 15.5.04

Fusão


Vou socorrer minha sozinhez
No aconchego do teu abraço.
Perder a noção do tempo
Para que passe e não me leve de ti.

Vou imergir no córrego do teu sangue
Fundir-me a ele
Feito gota minúscula outonal,
Invisível, indizível, divinal...

Vou partir de viagem ao teu coração.
Serei tua pulsação,
Tua respiração o quanto puder.
E a tua metade,
Com a propriedade
De te ser
Ao que der e vier.

Covardia


De todos os medos que se tem,
O maior deles é saber que se tem medos
Por não saber de onde vêm.
Medo dos ouvidos, dos gritos,
Dos olhares bandidos.
Porque só Deus sabe o que sentem
E roubam.

De todos os medos que se tem,
O pior deles talvez seja descobrir
O medo de si próprio.
Da sombra da consciência,
Da decadência da alma,
Da paixão ensandecida e
Da traição.

De todos os medos que se tem,
O mais covarde deles é
O medo da própria vida
Todos os dias invadindo ventas a dentro
Como um mar encapelado
Pondo a nós, pobres naus
À deriva.

A flor mais bela


A flor mais bela
Vem na primavera,
Enfeita o meu jardim.
Fico olhando da minha janela
Vendo a cor do seu carmim.
Detesto a chuva que lhe molha.
Desprezo o vento que lhe beija.
Abro a janela, toda primavera,
Só pra vê-la.
Quisera ter o seu perfume,
Quisera ser o seu sonhar.
À noite, ouvir seu queixume,
Ser o orvalho que pousa na pétala.
Eu fico da minha janela
Toda primavera só pra ver
A flor mais bela, cada vez mais bela,
Aparecer.

Sobrevida


Vou sobrevivendo tal pequena
Árvore no topo de um espigão
Protegida por uma nesga de céu.
Do ar tiro um resquício de vida restante;
E a esperança que resiste, ousadamente,
Faz de mim herói dos meus dias.

Vou sobrevivendo tal nuvem esparsa
Moldando a tempestade enquanto não chove.
E, se não chove, manda a terra
A razão de sua existência.

E , ainda assim, vou sobrevivendo
Nas entrelinhas
De um poema ocasional
Que, vivo, pulsa e
Expulsa de mim a angústia emocional
De um tempo massificado.

Uns Versos


Pensei em escrever uns versos.
Comecei, rascunhei, sofri...
Pois, verso tem que sair direito,
Brotado dentrodo peito
Daquele que o produz
E conduz
A uma conjunção harmônica,
Tal e qual filarmônica,
Onde a voz da alma se projete.

Pensei em escrever uns versos
Querendo ser feliz.
Mas a emoção se inibe dizendo
O que não diz.
Verso tem que se expor à prova
Dos que o lêem por simples prazer.
Não importando que o achincalhem,
Pois vale à pena escrever.

Pensei em escrever uns versos
Para que a morte não me apanhe
Ou, se quer , se assanhe
Me impedindo de tecer
As parcas palavras minhas
Onde vivo a sobreviver.
Porque o verso bom de fato
Se refaz de imediato
Toda vez que o se quer ler.

Pensei em escrever uns versos
Com sabor e alegria.
Mas falta a palavra certa
Para dizer o que eu diria.
Pois o verso pretensioso
Não tem lugar, nem encanta
É puro rabisco tosco.
Verso assim não adianta.

Espera


Jurava que virias
Com teu sorriso farto,
Abraços largos e
tuas manias.

Abri as janelas
Para o ar renovar e
Me vesti de espera,
Mera quimera.

Jurava que virias
À noite,
Num frio açoite,
Trazendo o teu calor
Que eu tanto gosto.
E tu, tu não vieste.

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